A construção de um ambiente virtual que rompa com a lógica "bancária", onde o conhecimento é meramente depositado pelo professor e consumido passivamente pelo aluno, exige uma compreensão profunda do design de interface aliado à intencionalidade pedagógica. O desenvolvimento desta proposta não se limitou a criar um repositório de arquivos, mas buscou estabelecer um espaço de interação colaborativa mediada por interfaces digitais que convidam à participação-intervenção. Propomos uma dinâmica baseada em uma curadoria científica integrativa e experimentação virtual, onde o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) deixa de ser um mural estático para se tornar um laboratório social de construção de conhecimento, fundamentado na premissa de que a interatividade é o coração e a alma da aprendizagem efetiva.
O processo de criação deste protótipo foi um exercício de transposição teórica para o design instrucional. Utilizando comandos específicos de inteligência artificial, busquei materializar uma estrutura que suportasse a complexidade da Educação Híbrida. O percurso começou com a solicitação de uma representação visual que integrasse quatro pilares: Curadoria, Laboratório Virtual (Fórum), Prototipagem e Mural de Progresso. De acordo com Passos e Behar, a metodologia para o design de interfaces digitais na educação deve prever caminhos que fomentem a autonomia. Assim, o design da interface desenhado determina as formas de participação possíveis, garantindo que a organização da tela e os recursos de feedback favoreçam a construção conjunta do saber, e não apenas respostas individuais a comandos isolados do professor.
Neste protótipo, a experiência do discente é projetada como uma jornada de descoberta. Ao acessar o portal, o estudante visualiza um fluxo intuitivo que o conduz da exploração teórica à experimentação prática. Segundo Rodrigues e Santos, a construção de interfaces para usuários de AVA deve considerar requisitos que potencializem a interação na perspectiva da Ciência da Informação. No Laboratório Virtual (Fòrum de discussões), por exemplo, o estudante não atua em isolamento; ele interage com colegas em fóruns de discussão integrados, onde a interatividade mútua permite que o comentário de um par modifique a percepção coletiva sobre o que foi estudado estudado. Bortolás e Vieira reforçam que os conceitos de interatividade estão intrinsecamente ligados ao design, pois é a interface que permite a permutabilidade de papéis entre quem ensina e quem aprende.
Pimentel descreve como uma visão múltipla da interação em direção à tutoria, onde a comunicação on-line deixa de ser um gargalo e passa a ser o motor da formação docente. Este protótipo, portanto, não é apenas um desenho técnico, mas uma aplicação prática das metodologias de design para educação, transformando a sala de aula de Química em um espaço de investigação contínuo, onde o agir comunicativo e a produção coletiva preparam os futuros licenciados para os desafios de uma sociedade digital e híbrida.
PIMENTEL, Fernando Silvio Cavalcante. Uma visão múltipla da interação em direção à tutoria. In:
PIMENTEL, Fernando Silvio Cavalcante. Interação on-line: um desafio da tutoria: educação a distância e educação online 1. Maceió: EDUFAL, 2013. p. 25-50.
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