Entretanto, é importante destacar que o processo de elaboração do vídeo não foi simples. Pelo contrário, tratou-se de uma atividade desafiadora, que exigiu deslocamento da zona de conforto e enfrentamento de limitações pessoais, sobretudo no que diz respeito ao uso de ferramentas digitais de produção audiovisual, área na qual não possuo formação específica. Ainda assim, optei por me arriscar.
Nesse sentido, a gravação foi realizada no Núcleo de Inovação para a Educação Híbrida, localizado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEAC) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). O ambiente, estruturado com recursos tecnológicos, possibilitou experiências inéditas, como o uso de tela verde e de ferramentas de apoio à fala, como o teleprompter. Além disso, também me envolvi diretamente no processo de edição, buscando compreender e explorar possibilidades que até então não faziam parte da minha prática.
Reconheço que o produto final não alcança plenamente o nível que eu almejava, o que está diretamente relacionado à minha pouca experiência com esse tipo de produção. No entanto, mais do que entregar um vídeo, houve a intencionalidade de construir um processo formativo, no qual o ato de se arriscar, experimentar e tentar fazer melhor se tornou central. Entendo que esse movimento é fundamental, especialmente no contexto das tecnologias digitais, que exigem constante atualização, abertura ao novo e disposição para aprender.
Do ponto de vista pedagógico, essa experiência também reforça que assegurar a interação e a interatividade é um dos grandes desafios da educação mediada por tecnologias. Não se trata apenas de utilizar dispositivos, mas de promover experiências de aprendizagem que envolvam os estudantes de forma ativa. Conforme destacam Dusi, Pedrosa e Santos (2024), o uso das tecnologias deve estar articulado a objetivos pedagógicos claros, favorecendo a construção do conhecimento.
Nesse contexto, o papel do professor se transforma, deixando de ocupar uma posição centralizadora para assumir uma função mediadora, orientando, problematizando e estimulando a participação discente. Essa mudança é essencial para romper com modelos tradicionais de ensino baseados na passividade e na simples transmissão de conteúdos.
Em síntese, a aprendizagem móvel e o uso das tecnologias digitais configuram-se como importantes possibilidades de inovação pedagógica. No entanto, seu potencial só se concretiza quando há intencionalidade, planejamento e, sobretudo, disposição para experimentar, errar e aprender, como foi o caso deste processo de construção do vídeo.
Link de acesso ao vídeo: https://youtu.be/M84CVGbup1w?si=6g8fHIK07JEAeD9q
Momentos:
REFERÊNCIAS:
SANTOS, E.; PORTO, C. App-Education: fundamentos, contextos e práticas educativas luso-brasileiras na cibercultura. EDUFBA, 2019.
BERNARDO, J. C. O.; KARWOSKI, A. M. A leitura em dispositivos digitais móveis. ETD, 2017.
SANTOS, S. L. et al. Dispositivos móveis: um facilitador no processo ensino-aprendizagem. Revista Vértices, 2016.
SONEGO, A. H. S.; BEHAR, P. M-learning: o uso de dispositivos móveis por uma geração conectada. Educação, 2019.
DUSI, L. L.; PEDROSA, S. M. P. A.; SANTOS, S. R. M. Tecnologias digitais e aprendizagem docente. Revista da FAEEBA, 2024.




O vídeo está muito bem construído, especialmente na forma como você articula teoria, experiência e reflexão pedagógica. Também gostei de como você assume o processo, com suas dificuldades e aprendizados, sem perder a consistência e riqueza da discussão.
ResponderExcluirMuito obrigado pelo feedback!!
ExcluirParabéns Diogo!!Gostei muito do formato do seu vídeo, do local que você gravou e de suas respostas bem articuladas e esclarecedoras com as perguntas do PBL.
ResponderExcluirMuito obrigado, Larissa!!
Excluir