sexta-feira, 8 de maio de 2026

Leituras e aprofundamentos no PBL 8

Ao longo das leituras do PBL 8 venho percebendo como os textos têm contribuído para ampliar minha compreensão sobre a integração de tecnologias digitais no ensino STEAM, principalmente no que se refere à necessidade de pensar essas tecnologias para além de uma dimensão puramente instrumental. As leituras têm ajudado bastante a compreender que a escolha de softwares educacionais envolve critérios pedagógicos, metodológicos e até epistemológicos, e não apenas questões técnicas ou de popularidade das ferramentas.

Os textos também têm ajudado a enxergar caminhos possíveis para a atividade proposta, especialmente quando discutem a importância da interdisciplinaridade, da resolução de problemas e da mediação pedagógica no contexto STEAM. A discussão sobre instrumentos como o LORI e o MEEGA+, por exemplo, trouxe uma perspectiva muito importante sobre avaliação de softwares educacionais, mostrando que existem critérios validados cientificamente para orientar essas escolhas. Isso acabou influenciando diretamente o desenvolvimento da minha atividade.

No meu processo, percebo que houve um movimento entre leitura e prática. Inicialmente, as leituras funcionaram como base para compreender o problema e estruturar ideias iniciais. Porém, durante a construção do chatbot, a própria atividade passou a provocar novas buscas teóricas. Em diversos momentos precisei retornar aos textos, procurar referências complementares e revisitar conceitos para conseguir desenvolver respostas mais coerentes e fundamentadas para o chatbot. Além disso, a atividade tornou mais evidente para mim como a escolha de softwares precisa estar alinhada aos objetivos pedagógicos, ao perfil dos estudantes e às experiências de aprendizagem que se pretende construir. A discussão sobre a Teoria do Flow também contribuiu bastante nesse processo, especialmente ao pensar como o equilíbrio entre desafio e habilidade pode impactar o engajamento dos estudantes nas propostas mediadas por tecnologias digitais.

Ao mesmo tempo, o processo de criação do chatbot também evidenciou algumas limitações operacionais do próprio Character.AI, principalmente em relação à manutenção de contextos mais longos e discussões teoricamente densas. Isso acabou reforçando ainda mais a importância de compreender que as tecnologias digitais não são neutras e que seus limites também interferem nas possibilidades pedagógicas. No geral, acredito que o PBL 8 tem possibilitado um movimento muito interessante de articulação entre teoria e prática. Mais do que utilizar tecnologias, tenho percebido a importância de construir critérios para pensar pedagogicamente essas tecnologias no contexto do ensino superior.


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