segunda-feira, 2 de março de 2026

Aula 1 da disciplina de Tecnologias Digitais Educacionais com o Professor Fernando Pimentel

Hoje tive minha primeira aula de Tecnologias Digitais Educacionais e posso dizer que saí dela diferente de como entrei. 

A aula iniciou com apresentações. Cada um de nós pôde falar um pouco sobre si, compartilhando expectativas e começar a construir aquele primeiro vínculo que marca o início de uma disciplina. Depois, o professor se apresentou, mas não de uma forma comum. Ele perguntou o que esperávamos dele e da disciplina. Até aí, tudo dentro do esperado.

O que me surpreendeu foi quando ele inverteu a lógica e perguntou o que ele poderia aprender conosco. Esse movimento quebrou a ideia tradicional de que o professor é o único detentor do saber. Desde o início, ficou claro que a proposta da disciplina seria construída de forma dialógica e colaborativa.

Em seguida, realizamos uma dinâmica para nos conhecermos melhor. Formamos grupos com quem nasceu no primeiro trimestre e fizemos uma selfie. Depois, trocamos de grupo com pessoas que estavam usando a blusa da mesma cor. Em outro momento, nos reunimos com alguém que admirávamos. Por fim, ficamos ao lado de alguém escolhido livremente.

Essas trocas constantes nos tiraram da zona de conforto e nos permitiram interagir com diferentes colegas. Foi um processo leve, mas significativo, de construção de vínculos e reconhecimento do outro.

Após esse momento inicial, iniciamos as discussões sobre como a disciplina funcionaria. O professor explicou que, nas próximas aulas, trabalharemos em duplas e que cada dupla deverá trazer uma situação problema para debate.

Na aula de hoje, ele apresentou a primeira situação problema, que girava em torno da implementação das tecnologias digitais em sala de aula e dos desafios enfrentados, como a falta de recursos e infraestrutura.

Durante uma hora, discutimos em grupo, levantando argumentos, refletindo sobre a realidade educacional e dialogando com referenciais teóricos. Também tivemos que elaborar três perguntas a partir da discussão.

Nesse processo, emergiram temas fundamentais como letramento digital, formação docente, políticas públicas educacionais e desenvolvimento de habilidades e competências.

Percebemos que discutir tecnologias na educação vai muito além de ferramentas e equipamentos. Envolve preparo, intencionalidade pedagógica, acesso equitativo e compromisso político.

Se eu pudesse resumir a maior aprendizagem do dia, seria esta: esvaziar o copo.

Aprendi que, para realmente discutir e construir conhecimento, é preciso deixar de lado nossas certezas, nossas experiências individuais e nossas bagagens já consolidadas. É necessário abrir espaço para o novo, para outras perspectivas, para novos estudos e descobertas.

Hoje entendi que aprender também é um exercício de humildade. Esvaziar o copo não significa abandonar o que sabemos, mas permitir que ele seja preenchido novamente com outros olhares, outras vivências e novas construções.

Foi apenas a primeira aula, mas já ficou claro que essa disciplina será um espaço de troca, reflexão e crescimento.


Um comentário:

  1. Parabéns pelo início do seu portfólio, Diogo! Seu relato demonstra sensibilidade, profundidade e uma postura verdadeiramente reflexiva diante da experiência vivida. Você conseguiu ir além da descrição da aula e captar seu sentido formativo, especialmente ao destacar a importância de “esvaziar o copo” como metáfora para a abertura ao diálogo, à escuta e à construção coletiva do conhecimento. Esse começo já revela maturidade intelectual e compromisso com o próprio processo de aprendizagem.

    Para enriquecer ainda mais sua trajetória na disciplina, sugiro que leia também os portfólios dos colegas e deixe comentários reflexivos sobre as experiências deles. Esse movimento de leitura e interação amplia perspectivas, fortalece vínculos e aprofunda o exercício dialógico que marcou essa primeira aula. Afinal, aprender em comunidade também é uma forma de continuar esvaziando — e preenchendo — o copo.
    Agora deixo uma pergunta provocadora para ampliar ainda mais sua reflexão:
    Se esvaziar o copo é condição para aprender, como equilibrar essa abertura ao novo com a valorização crítica das experiências e saberes que você já construiu ao longo da sua trajetória?

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